The bi-sexual Life no dia a dia

O Luxo do arrependimento

Abri os olhos e a primeira coisa que eu vi fora o rádio relógio que mostrava ser 3 da manhã. Eu olhei para o lado e vi, ainda que com muita dificuldade, o corpo de Keith ali do outro lado da cama. Eu estava com muito frio e dentro de mim um vazio estranho. Eu não queria estar ali. Não queria mais em todo caso. Passou a graça e honestamente eu já estava arrependida de ter ido até ali. Não sabia o que fazer. Eu não sabia sequer onde eu estava. Levantei na ponta dos pés, surrupiei um cobertor que estava estendido no chão e me enrolei nele, me sentei em um sofazinho preto que dava de frente para a rua, onde com a luz que penetrava pela janela eu podia ver que se tratava de uma poltrona de couro.

Quando me sentei, notei que aquilo era frio demais. Gelado. Me senti indisposta. Com vontade de vomitar. Achei que estava começando a passar mal. Me lembrei que existia um aplicativo de taxi, onde o taxi mais próximo vai até você sem que você precise dizer onde está, pois, o sistema de GPS do celular passa todos os dados para o taxista.

Atravessei a sala na ponta dos pés para não fazer barulho, Keith dormia profundamente, dava para ouvir levemente seu ronco. Alcancei o celular, fiz uma rápida pesquisa e instalei o primeiro aplicativo que apareceu. Me vesti correndo, mas sempre na certeza de não fazer barulho nenhum. Peguei um bloquinho de notas que estava sob o balcão da cozinha e escrevi “Muito obrigada! Adorei te conhecer! ” Colei na geladeira e sai. Cheguei na rua ao mesmo tempo que o taxi. Ele mal parou e eu fui entrando como se quisesse sumir daquele lugar o mais rápido possível.

O taxista perguntou se estava tudo bem pois, ficara preocupado com a minha euforia e acenei que sim com a cabeça e passei meu endereço. Acordei quando chegamos na porta de casa com o taxista me chamando. Entrei e nunca me senti tão bem por estar de volta em meu quarto. Entrei no banho, tomei uma ducha. Me sentia suja. Fiquei ali, sentindo a água bater em meus ombros, perdi a noção do tempo. Honestamente não sei quanto tempo fiquei. Sai dali e me joguei na cama exatamente como vim ao mundo. Despida de roupa e de pudores.

Não conseguia dormir. Pensava em Diego. Sentia saudades. Queria notícias. Num misto de saudades e insônia, me senti excitada. Já fazia mais de um ano que não via e nem falada com Diego. Mas bastou pensar nele que meu corpo falou comigo. Imaginando aquele homem maravilhoso desfilando de terninho por entre todas aquelas casas de luxo que ele trabalhava lá na região dos lagos, nauqela vida de milionário que aquele mentiroso se fazia levar… Tentei me segurar, mas quanto mais eu evitava os pensamentos mais excitada eu ficava. Meti meus 2 dedos, indicador e médio, em minha bucetinha e comecei a me masturbar delicadamente. Em meus pensamentos, eu via Diego que me pegava com suavidade, mas que me usava feito um garanhão. Nesse desespero pela masturbação, eu podia sentir o cheiro dele comigo, sentir o gosto da rola dele em minha boca, daquele líquido lubrificante que sai quando os homens estão extremamente excitados, eu chegava até mesmo a sentir a textura dele em minha boca.

Eu já estava completamente perdida dentro de meus pensamentos imaginando quando ele me jogava contra a parede, como se eu fosse uma verdadeira vagabunda, me obrigando a ser seu objeto. E eu gostava, eu gostava de ser assim, a gente se amava sem limites, a gente não tinha preconceito. O céu era o limite. Eu já não sabia mais se estava imaginando ou apenas recordando, mas eu não queria parar, eu estava ali, deitada na minha cama, molhada e não conseguia tirar meus dedos de dentro de mim, enquanto eu imaginava aquela rola dentro de mim, naquele movimento louco, frenético, vezes tranquilo, vezes eufórico, que me davam um misto de dor e prazer, e eu pedindo mais e mais, e ele alternando vezes metia em minha boca, vezes na minha buceta.

Até que eu gozei e me senti realizada. Minha noite estava completa, adormeci.

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