The bi-sexual Life no dia a dia

Sou Bi e não sou…

Sou Bi e não sou puta…

Sou Bi e não quero fazer um ménage com ninguém…

Sou Bi e não sou de dormir com qualquer um…

Sou Bi e não sou indeciso…

Sou Bi e sei bem quem eu sou…

O Luxo do arrependimento

Abri os olhos e a primeira coisa que eu vi fora o rádio relógio que mostrava ser 3 da manhã. Eu olhei para o lado e vi, ainda que com muita dificuldade, o corpo de Keith ali do outro lado da cama. Eu estava com muito frio e dentro de mim um vazio estranho. Eu não queria estar ali. Não queria mais em todo caso. Passou a graça e honestamente eu já estava arrependida de ter ido até ali. Não sabia o que fazer. Eu não sabia sequer onde eu estava. Levantei na ponta dos pés, surrupiei um cobertor que estava estendido no chão e me enrolei nele, me sentei em um sofazinho preto que dava de frente para a rua, onde com a luz que penetrava pela janela eu podia ver que se tratava de uma poltrona de couro.

Quando me sentei, notei que aquilo era frio demais. Gelado. Me senti indisposta. Com vontade de vomitar. Achei que estava começando a passar mal. Me lembrei que existia um aplicativo de taxi, onde o taxi mais próximo vai até você sem que você precise dizer onde está, pois, o sistema de GPS do celular passa todos os dados para o taxista.

Atravessei a sala na ponta dos pés para não fazer barulho, Keith dormia profundamente, dava para ouvir levemente seu ronco. Alcancei o celular, fiz uma rápida pesquisa e instalei o primeiro aplicativo que apareceu. Me vesti correndo, mas sempre na certeza de não fazer barulho nenhum. Peguei um bloquinho de notas que estava sob o balcão da cozinha e escrevi “Muito obrigada! Adorei te conhecer! ” Colei na geladeira e sai. Cheguei na rua ao mesmo tempo que o taxi. Ele mal parou e eu fui entrando como se quisesse sumir daquele lugar o mais rápido possível.

O taxista perguntou se estava tudo bem pois, ficara preocupado com a minha euforia e acenei que sim com a cabeça e passei meu endereço. Acordei quando chegamos na porta de casa com o taxista me chamando. Entrei e nunca me senti tão bem por estar de volta em meu quarto. Entrei no banho, tomei uma ducha. Me sentia suja. Fiquei ali, sentindo a água bater em meus ombros, perdi a noção do tempo. Honestamente não sei quanto tempo fiquei. Sai dali e me joguei na cama exatamente como vim ao mundo. Despida de roupa e de pudores.

Não conseguia dormir. Pensava em Diego. Sentia saudades. Queria notícias. Num misto de saudades e insônia, me senti excitada. Já fazia mais de um ano que não via e nem falada com Diego. Mas bastou pensar nele que meu corpo falou comigo. Imaginando aquele homem maravilhoso desfilando de terninho por entre todas aquelas casas de luxo que ele trabalhava lá na região dos lagos, nauqela vida de milionário que aquele mentiroso se fazia levar… Tentei me segurar, mas quanto mais eu evitava os pensamentos mais excitada eu ficava. Meti meus 2 dedos, indicador e médio, em minha bucetinha e comecei a me masturbar delicadamente. Em meus pensamentos, eu via Diego que me pegava com suavidade, mas que me usava feito um garanhão. Nesse desespero pela masturbação, eu podia sentir o cheiro dele comigo, sentir o gosto da rola dele em minha boca, daquele líquido lubrificante que sai quando os homens estão extremamente excitados, eu chegava até mesmo a sentir a textura dele em minha boca.

Eu já estava completamente perdida dentro de meus pensamentos imaginando quando ele me jogava contra a parede, como se eu fosse uma verdadeira vagabunda, me obrigando a ser seu objeto. E eu gostava, eu gostava de ser assim, a gente se amava sem limites, a gente não tinha preconceito. O céu era o limite. Eu já não sabia mais se estava imaginando ou apenas recordando, mas eu não queria parar, eu estava ali, deitada na minha cama, molhada e não conseguia tirar meus dedos de dentro de mim, enquanto eu imaginava aquela rola dentro de mim, naquele movimento louco, frenético, vezes tranquilo, vezes eufórico, que me davam um misto de dor e prazer, e eu pedindo mais e mais, e ele alternando vezes metia em minha boca, vezes na minha buceta.

Até que eu gozei e me senti realizada. Minha noite estava completa, adormeci.

Como acabar com a Bi-Phobia em 5 passos

Pra ficar bem fácil de entender:

  1. Reconheça que pessoas bi, poli, pan ou omnissexuais não são “na verdade gays”;
  2. Não exclua essas pessoas do time LGBT simplesmente porque o seu parceiro não é do mesmo gênero que elas;
  3. Não reforce o padrão de pensamento que diz que bi, poli, pan ou omnissexuais “querem apenas transar e se divertir”;
  4. Não presuma que alguém é hétero simplesmente pelo fato de seu atual parceiro é de gênero diferente, da mesma forma que não se deve assumir que alguém é gay simplesmente porque seu parceiro é do mesmo sexo;
  5. Entenda que ser bissexual não é menor do que ser gay ou ter qualquer outra orientação sexual.

Fuga da realidade

Tudo começou com o abandono, com o sofrimento e o desejo de fugir da minha realidade. O que era uma história de amor e se transformou em uma constante luta e busca por minha verdadeira identidade, por minha verdadeira felicidade. Depois de caminhar uma vida inteira atrás daquilo que acreditava ser meu sonho, eu decidi me arriscar em uma nova vida, em uma nova oportunidade. Meu último relacionamento com Diego, um garoto de 22 anos acabara de forma repentina enquanto eu ainda estava no Brasil. Diego me amava, ou pelo menos eu queria acreditar que sim, éramos como unha e carne, quando não estava comigo, me mandava mensagens de texto, e-mails, declarações de amor, toda forma possível e imaginável de se expressar estava presente em nossa relação. Diego tinha ido passar o final de semana na casa dos pais, no interior de São Paulo, na saída disse que me amava, que não importava onde eu estivesse e nem onde ele estivesse no mundo, ele sempre estaria pensando em mim e sempre me levaria com ele. Se despediu com um longo e demorado beijo, partiu. Enquanto o carro se afastava eu fiquei pensando milhares de coisas, relembrando nossos momentos íntimos, que só de pensar me incendiava a alma.

Diego é um homem lindo, alto com 1,85 de altura, pele branquinha, cabelos negros e levemente ondulados com os olhos bem amendoados e de brinde, como se precisasse, tem um sorriso que encanta qualquer mulher da face da terra. Já eu sou uma mulher mais “feminina”. Com apenas 1,73 de altura, cabelos castanhos bem claros, quase loiros e lisos. Pele branca. Ele de família indígena eu de família italiana. Ele de família extremamente religiosa, eu de família liberal. Nos amávamos, mas nossas culturas tão diferentes nos afastavam de uma forma incrível. Era estranho como sempre que depois que tínhamos um dos melhores sexos de nossas vidas, a gente acaba discutindo por algum motivo bobo que a sociedade implantou e que a família dele o obrigava a seguir. Na maioria das vezes, ligado a religião. Assim que ele se foi, eu imediatamente liguei para as minhas melhores amigas e combinamos uma noite só nossa. Festa do pijama. Não demorou muito e elas começaram a chegar com as bebidas e eu imediatamente comecei a preparar uns lanchinhos. Já era tarde da noite, lá estava eu, feliz, conversando com minhas melhores amigas, rindo e falando exatamente da minha relação, de como eu transbordava de felicidade cada vez que o Diego falava em casamento.

O telefone tocou, interrompi nossas piadas para atender. Era Diego me dizendo que estava com uns amigos na casa dos pais dele, me perguntou como estava o encontro com as meninas entre outras coisas que não me lembro muito bem, pois minha percepção feminina e aguçada me dizia que algo estava errado no tom de voz dele. Aos poucos ele foi revelando que havia um problema em nossa relação, não exatamente com essas palavras, mas de alguma forma era exatamente isso que ele dizia. E conforme ele falava, minha expressão mudava. De risos, lágrimas. Um choque. A única coisa que eu escutava entre tudo o que ele dizia era “a gente não dá mais”. Minhas amigas imediatamente notaram que havia algo errado, me rodearam, eu fiz que não com a cabeça, como que querendo afastá-las e sai andando. Conforme eu andava parecia que o chão estava se abrindo. Eu nunca havia me sentido assim antes. Era como se uma catástrofe ocorresse em meio ao paraíso. Era como se de repente Deus não existisse mais e como num passe de mágica o demônio roubara todo o poder e criatividade do que era lindo, transformando meu sonho no meu pior pesadelo. A festa acabou, enquanto eu estava com Diego no telefone eu tentava desesperadamente entender o porquê de estarmos terminando nossa relação e ele simplesmente repetia “porque não dá mais, talvez em um outro momento, em uma nova oportunidade, agora certamente não mais”…

E realmente não dava nem pra mim… mas só descobri bem depois o porquê.

Yaoi Collection #4

Cada macaco no seu galho

Pra quem confunde bi com gay, com curioso com poliamor.. uma dica pra vocês entenderem melhor a vida dos outros que tanto vocês têm cuidado…

Groselhas que os caras Bi tem que ouvir por aí…

Não é fácil ser um cara Bi. Eu conheço alguns e sei dos desafios que eles sofrem de todos os lados…

Mas aqui vai um videozinho bem humorado sobre essas aflições!

Coisas que os bi já cansaram de ouvir

Olha que campanha legal: mostrando pro mundo que os bisex também tem voz, preferência, cultura, costumes e opções!

Yaoi Collection #3

Bisex numbers

A comunidade Bi é uma das poucas que sofre preconceito de todos os lados… Tanto os héteros quanto os gays olham para os bissexuais com olhos estranhos e julgadores…

Homens bi então sofrem muito mais. O mundo entende muito mais facilmente a beleza das mulheres bi do que a dos homens bi. Quase todo homem adora imaginar e ver sua mulher com outra, mas quase nenhuma mulher sente tesão ao imaginar o seu galã com outro cara.

Vida dura…

Seguem alguns dados interessantes a respeito desse estilo de vida…

O que a gente ouve por aí…

O mundo quer te rotular de qualquer maneira.

Todas as suas escolhas fazem com que você se cristalize aos olhos dos outros.

Bisex lidam com isso todos os dias. Como se a nossa opção fosse uma não-escolha.

Morri de rir vendo esse vídeo! Me identifiquei muito!

Gisele e eu…

…abrimos nossos computadores e imediatamente fizemos nosso cadastro em um site de relacionamento que bomba no Canadá. Queríamos conhecer gente. Gente nova, gente diferente, gente bonita, gente agradável. Eu queria definitivamente esquecer que Diego existia. Não tive nem tempo de colocar a minha foto no perfil e como num passe de mágica homens de todos os tamanhos, cores, raças e religiões começaram a me entupir de mensagens e convites para transar. Eu, honestamente, não tinha sequer tempo para estabelecer uma conversa com nenhum deles, pois não parava de pular novas janelinhas de conversação na tela do notebook. Meu Deus, eu não sei se eles sabiam que estavam conversando com uma mulher ou se estavam na disputa por um novo pedaço de carne internacional e ainda por cima uma brasileira. Com a fama que as mulheres brasileiras têm mundo a fora, acho que a segunda opção é a mais assertiva. Eu sei que a quantidade de homens lindos me convidando para sair era tão grande que ali eu tive a certeza de que os meus problemas estariam resolvidos rapidamente.

Logo eu encontraria um homem que certamente me faria esquecer de todo o histórico emocional que eu tinha e que em breve eu estaria rindo disso tudo. Acontece que na brincadeira, falando com um e outro, eu acabei me identificando mais com uns do que com outros, que é o normal, acredito eu que todo mundo sempre faz, ainda que inconsciente, uma seleção de quem vai ser “ a presa” da vez e acabei marcando encontro com um lindo canadense chamado Keith. Falamos por volta de duas horas no telefone e já eram 2 da manhã quando ele disse que passava para me pegar. Eu sem hesitar e perdida naquela brincadeira, no auge de toda empolgação, passei o endereço da Gisele e em menos de 30 minutos lá estava ele.

Exatamente como eu imaginei. As fotos não mentiram e ele trouxe em mim o desejo de ser consumida pelo fogo da paixão. Keith era fisicamente como eu gosto, alto, da pele branquinha e dos cabelos bem escuros e tinha um olhar profundo que me trazia algo de familiar cada vez que me olhava. Me lembro de ficar perdida dentro daquele olhar misterioso cada vez que ele me olhava diretamente. Saímos de lá e fomos direto para o apartamento dele, que não era longe dali. No meio do caminho ele me perguntou o que uma brasileira linda e jovem como eu fazia no Canadá, eu me senti a última bolacha do pacote claro.

Expliquei a ele que estava dando um tempo do Brasil e que queria aprender inglês. Ele elogiou meu inglês do araque e enquanto estacionava o carro, eu estava completamente deslumbrada com o apartamento dele. Ele era um homem mais maduro emocionalmente, mas podia se notar que ele jovem de idade, eu relutei, até porque a idade dele naquele momento não interessava, mas não pude deixar de perguntar quantos anos ele tinha ao entrar no apartamento e ver que tudo estava no seu devido lugar. Quando ele me respondeu, fiquei ainda mais perplexa “27 anos”. Naquele momento a única coisa que eu pensava era no quanto eu precisava me casar com um homem desses, pois a gente que está tão acostumada com os meninos do Brasil, tão desorganizados e bagunceiros e relaxados, fica perplexa ao descobrir que um moço de apenas 27 anos consegue manter a casa no seu devido lugar.

A minha língua coçava para perguntar se ele tinha empregada, mas eu não tive de falar mais nada. Ao fechar a porta ele me tacou um beijo onde eu podia sentir aquela língua masculina e feroz procurando pela minha fragilidade. Na verdade, não tive muito tempo de pensar em nada, quando dei por mim, estávamos nus, jogados no chão da sala, naquele tapete grosso e aquecido pelo calor da lareira. Ali eu não sabia mais quem era quem. A única coisa que eu conseguia sentir eram minhas pernas bambas e o desejo incontrolável de ir cada vez mais longe com aquele homem, que ao tirar a roupa e ficar nu com uma taça de vinho nas mãos na frente da lareira me hipnotizou. Não, eu não queria mais nada da vida. Levando em consideração que o dia seguinte era domingo, embora confesso isso nem passou pela minha cabeça, tudo o que eu queria era me divertir, usar aquele parque de diversões a meu favor, dar o melhor de mim, dar até a última gota do néctar que certamente ele procurava. Cada gole que eu dava naquele vinho branco, deixava o clima mais sensual. Eu sentia que as palavras dele faziam muito mais sentido na medida que eu saboreava o vinho e na medida que aquele homem maravilhoso, com aquele corpo todo definido, nitidamente com um trabalho árduo na academia, se aproximava de mim.

Tudo o que eu queria era abrir as pernas e pular em cima daquele corpo levemente dourado pelas cores das chamas que saiam daquela lareira, mas a minha pose de recatada não me permitia me entregar, não me permitia ser quem eu queria ser e por mais livre que eu achasse que eu fosse, naquele momento, o ensino ditado pela sociedade machista que vivemos no Brasil, falou mais alto. Eu não me joguei, eu não me entreguei, eu sequer dei dicas de que queria ser invadida pelo fogo da paixão.

 

Fobias, neuroses e traumas…

Mais uma pra quem acha que é tudo a mesma coisa…

A diferença pra vocês alienados entenderem o que é homophobia, biphobia e transphobia.

Yaoi Collection #2

 

Tentando esquecer

Na tentativa de esquecer Diego e todas as falsas promessas que ele fizera em nossa relação, comecei a buscar a melhor entre tantas opções de intercâmbio no exterior. Decidi que iria para Toronto, Canadá. Aprender inglês, melhorar o pouco que eu sabia e conhecer gente nova, viver! Passei um ano todo fugindo da minha vida local, apenas buscando fazer amizades virtuais com pessoas que viviam no Canadá, para descobrir lugares a visitar, coisas a fazer, enfim, aquele tipo de informação que todo turista busca. Naquele ano, havia apenas duas coisas que eu fazia muito.

Trabalhar para juntar dinheiro e amizades virtuais em Toronto. Me afastei completamente de minhas amigas e de tudo o que me fazia lembrar da minha relação. A única coisa que me prendia viva era o meu trabalho que eu amava de paixão. Eu sou formada em estética e cosmetologia pelo Senac, uma das escolas mais prestigiadas do Brasil. Me orgulho de minha profissão e sei que meus clientes também. Não somente pela maneira como eles me indicam para novos clientes, como pelo carinho que recebo de todos eles a cada data especial, com presentes e mimos que faço questão de guardar em um cantinho bem especial da minha casa. Acontece que aquele ano passou muito rápido e embora o amor que eu sinta por Diego seja forte, enlouquecedor eu diria, eu sequer tentei falar com ele de novo. E ele por sua vez também nunca mais me procurou.

Eu tinha medo de encontra-lo e por isso evitava sair de casa, tinha medo de falar dele ou de escutar alguém falando, por isso me exilei de todo mundo e por causa desse mesmo medo eu fugi para um intercâmbio em um país onde tudo o que eu conhecia era apenas o nome: CANADÁ. Cheguei no Canadá em meio à primavera, para mim aquilo ainda era inverno, pois fazia apenas 10 graus centígrados. Tudo muito lindo, o aeroporto, as pessoas, a educação, a limpeza, parecia outro mundo, outro planeta. Não dava nem para acreditar que aquilo era verdade. Todas as pessoas naquela região, uma respeitando a outra da forma mais simples e mais humana possível.

Me lembro que fiquei abismada ao ver aquele policial federal canadense, alto, forte, malhado, com uma tatuagem que cobria todo o pescoço, com os cabelos raspados nos lados e um moicano “presença” na cabeça. Quando bati os olhos a primeira coisa que eu pensei foi “isso nunca vai ser possível no Brasil” devido ao preconceito claro. Brasil um país muito superficial que julga as pessoas pela aparência, eu estava tão farta de tudo aquilo que ali eu já sabia que aquele era o meu lugar. Era meio dia quando eu saía do aeroporto e a primeira coisa que eu fiz, como todo bom e velho turista, foi tomar um café no famoso Tim Hortons. Enquanto eu tomava aquele delicioso café no saguão do aeroporto e me preparava psicologicamente para enfrentar o friozinho que fazia lá fora eu passei na frente de uma farmácia que fica dentro do aeroporto e a primeira coisa que eu vi me fez rir, era um pacote de camisinhas cor de rosa, com sabor de morango de textura extremamente fina, pelo menos era o que dizia a embalagem, que trazia os seguintes dizeres como slogan “Existem milhares de maneiras de curtir a vida, 70 delas estão aqui”. O pacote que vinha com 70 camisinhas me atraiu pela embalagem, pelo slogan e pela falsa esperança de que eu poderia, talvez, usar aquele produto na minha curta estadia no Canadá.

Peguei o pacote, paguei e avistei o taxi. Entrei no taxi e, completamente envergonhada com um “fardo” de 70 camisinhas na mão, que eu guardava discretamente na minha bolsa, entreguei na mão do motorista o papel com o endereço da casa de família que eu ficaria. Eu não queria falar muito com o taxista, pois meu inglês além de básico era ruim e o medo de ser enganada falou mais alto, era o trauma que eu carregava dos taxistas do Brasil que quando veem um estrangeiro fazem de tudo para “esticar” a corrida e cobrar mais caro. Embora eu não soubesse, meu medo era desnecessário. O taxista me levou direto para a casa, sem fazer rodeios, em 12 minutos parou o carro, me cobrou 22 dólares pela corrida e me deu o cartão de visita dizendo que se eu precisasse poderia ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite, pois assim como muitos que ali viviam, ele não tinha nada além do emprego e trabalhava sempre que o trabalho o chamava. Sem saber, aquele senhor, visivelmente imigrante vindo de um país do meio oriente, provavelmente do Paquistão, fez uma conexão comigo. Não somente pela honestidade, mas pela história de vida, pois eu estava ali, também sozinha, sem amigos, família, falava o idioma local muito mal e eu não tinha nada além da minha profissão.

Mal sabia eu do destino desse pacote de camisinhas…

A humanidade será bi

E porque não?

A natureza toda é bissexual… gatos, cachorros, insetos, macacos, quaisquer animais que você conseguir pensar agora sabem direitinho que você pode sentir prazer com ambos os sexos… eles não se constrangem com isso porque não possuem uma sociedade patriarcal e extremamente sexista por trás de suas vidas tentando imprimir rótulos sem sentido em suas vidas..

Porque a gente nunca é nada. A gente está. As pessoas podem mudar de opinião a cada minuto, é um direito de escolha!

Umberto Veronesi, médico e ex-ministro da Saúde italiano, disse que a evolução das espécies encaminhará o homem para o bissexualismo. Para o cientista, as relações sexuais no futuro servirão apenas como demonstração de afeto e não como meio de reprodução. Por isso, ele acredita que poderão ser feitas entre pessoas do mesmo sexo ou não. Segundo Veronesi, o homem está se tornando uma figura sexual ambígua. Para comprovar a sua tese, o italiano se baseia em mudanças hormonais.

Source: Cientista diz que a humanidade será bissexual – Opinião e Notícia

The Extreme Sexual Behavior in Humans – Documentário completo

Infelizmente sem legendas em português, esse documentário mostra até onde os humanos podem chegar quando o assunto é comportamento sexual. Você pode ser necrófilo e isso não vai transparecer no seu comportamento, no seu jeito de vestir… Você pode ser pedófilo e isso não muda os lugares que você frequenta… Tudo isso são taras nojentas muito piores do que ser gay ou lésbica ou trans ou bi… mas essas pessoas não são agredidas e ofendidas na rua porque se escondem dentro do seu comportamento..

Famosos que já se assumiram bissexuais e você não sabia

Confira os famosos que já abriram o jogo e se declararam bissexuais. Veja em OFuxico!

Vejam a lista completa aqui: Famosos que já se assumiram bissexuais e você não sabia | Ofuxico

Uma pena que nessa lista do Fuxico tenha apenas um homem e um tanto assim de mulher. O machismo tenta permear nas entrelinhas do mundo bi sempre. A eterna fantasia das duas mulheres contra o nojinho de ver dois homens. Ahh que canseira…

Yaoi Collection #1